sábado, 30 de abril de 2011

O Círculo Virtuoso do Decrescimento por Serge Latouche




"Concretamente, una sociedad de decrecimiento se basaría, de entrada, en un cambio de imaginario, un cambio de valores, ya que la sociedad de crecimiento se basa sobre un número de crencias. La creencia de que el hombre debe siempre producir para consumir más, y esto para producir más etc; que debemos trabajar siempre más, para producir más, para consumir más, para ganar más. Se necesita todo un cambio de valores y mentalidad que debe llevamos a otros objetivos, una revalorización de los aspectos no cuantitivos, no mercantiles, de la vida humana. Descubrir otras formas de riqueza que no sean la económica o mercantil, y en particular la riqueza de relaciones, las relaciones más fuertes en el seno de la familia, con sus amigos, con los otros, vivir mejor em sociedad. Eso es mucho más importante que consumir más aparatejos. Reestructurar el aparato productivo, evidentemente, em función de otras formas de producción, porque lo esencial para el planeta es reducir lo que los especialistas llaman 'huella ecológica'". (Tradução nos comentários)

Veja entrevista completa:







quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Sabedoria do Caracol


"O caracol constrói a delicada arquitetura de sua concha adicionando, uma após a outra, espiras cada vez mais largas e depois cessa bruscamente e começa a fazer enrolamentos agora decrescentes. Isso porque uma única espira ainda mais larga daria à concha uma dimensão dezesseis vezes maior. Ao invés de contribuir para o bem-estar do animal, ela o sobrecarregaria. A partir de então, qualquer aumento de sua produtividade apenas serviria para paliar as dificuldades criadas por esse aumento do tamanho da concha para além dos limites fixados por sua finalidade. Passando a ponto-limite de alargamento das espiras, os problemas do excesso de crescimento multiplicam-se em progressão geométrica, ao passo que a capacidade biológica do caracol pode apenas, na melhor das hipóteses, seguir uma progressão aritmética".  Ivan Illich

 Texto Extraído na íntegra do livro: Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno (2009) de Serge Latouche (pág. 26).


terça-feira, 26 de abril de 2011

Pare Angra III

Participe!

"Presidente Dilma, interromper o projeto de construção da usina nuclear Angra III e não colocar minha vida em risco é uma escolha que está em suas mãos. Pare a construção de Angra III." Greenpeace Brasil.


O Ciclo do Urânio


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por que Decrescimento?

    
        O Decrescimento é um slogan, utilizado por Serge Latouche para divulgar uma nova proposta de desenvolvimento econômico, ele sugere a mudança de lógica na economia, com este slogan ele tenta impactar a sociedade bem como os teóricos do crescimento ilimitado, de forma a fazé-los refletir sobre a forma de desenvolvimento praticada até hoje, para tanto ele propõe a mudança de paradigma econômico.
        Decrescimento porque, infelizmente estamos a beira do caos ambiental, e a biosfera já não suporta a forma de consumo com a qual estamos acostumados, temos que rever nos modos de vida e rever a economia no seio do meio ambiente, uma boa forma para isso seria a redução do consumo e o fim da obsolescência programada, que provoca o consumo exagerado, bem como a publicidade, que faz do consumidor um escravo, pois quando este mal adquiri um produto ele logo está ultrapassado e portanto será descartado e o indivíduo é motivado pelo apelo da propaganda a comprar outro “melhor e mais novo”.
        O decrescimento se faz necessário porque já não há lógica nessa máquina infernal que é o crescimento desenfreado, uma vez que o mundo é finito, portanto é impossível que o crescimento seja infinito. Precisamos pensar a mudança para então concretiza-la. E agir enquanto ainda há tempo para isso, através do decrescimento, se possível sereno, convivial e sustentável.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dica de Leitura

A Ocidentalização do Mundo: ensaio sobre a significação, o alcance e os limites da uniformização planetária 
de Serge Latouche


Um livro que vale a pena ser lido se não por vontade própria mas também por obrigação. Nele Latouche nos faz refletir sobre a uniformidade atual que pode ser vista em muitos aspectos e mais ainda no futuro. Uma vez que o futuro já começou e a nossa padronização cultural também. Latouche vem questionar na página 12 se "a ocidentalização do mundo e do nível de vida poderia prosseguir ilimitadamente, varrer todos os obstáculos e chegar a uma verdadeira uniformização do mundo?". Contudo ainda otimista, como ele sempre o é, acrescenta com outra indagação e a esta cabe a nós sociedade pensante e atuante responder a ela com dignidade e destreza. " Se os obstáculos se mostrassem insuperáveis, fortalecendo-se com as próprias contradições do projeto universalista, seria possível contar com vias alternativas?". Nesse ponto o decrescimento mostrasse como tal alternativa e como meio de se encontrar nosso caminho de volta aos princípios da vida humana, na verdadeira razão de viver pelo bem-estar e pela qualidade de vida baseada na simplicidade do viver sem a obrigação de sermos eternos escravos da sociedade do consumo e do crescimento desenfreado.
Fica a dica. Leia! Você não irá se arrepender.
De uma discípula de Latouche a todos aqueles que acredita na razão da existência humana.
Jaqueline Gonçalves.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O CRESCIMENTO PODE SER PERPÉTUO?

Resumo do artigo publicado por mim (Jaqueline dos Santos Gonçalves[1]) na XIII Semana de Iniciação Científica sob o tema: Ciência e Cultura Percursos e Desafios pelo Departamento de Economia / URCA, jaqueline_goncalves@yahoo.com.br

É permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Após longos processos de modelos de desenvolvimento em um contexto de possibilidades limitadas, e tendo em vista a exigência de medidas compatíveis com uma realidade de um mundo com limites físicos, este trabalho tem o objetivo de mostrar a necessidade de superação dos modelos de desenvolvimento, que está a exigir uma revisão ao mesmo tempo histórica e teórica da mudança econômica de longo prazo, tendo em vista a importância do processo de desenvolvimento como um fenômeno único na história, a busca por uma alternativa para ele mostrou-se relevante para escolha do tema e através do levantamento de fontes bibliográficas foi possível observar que uma solução sólida tem que ser procurada. Um dos desafios atuais é melhorar a compreensão das complexas interações entre humanidade e biosfera, e uma das noções mais importantes da discussão foi à abordagem do ecodesenvolvimento, depois renomeada desenvolvimento sustentável e vem sendo aprimorada, mas está longe de ter suplantado as velhas visões sobre o desenvolvimento. Nesse contexto as idéias de Serge Latouche se inserem como uma verdadeira crítica à sociedade do crescimento pelo crescimento. De um sistema baseado na desmedida que nos conduz ao impasse, nas palavras de Latouche “um crescimento infinito é incompatível com um mundo finito e que tanto nossas produções como nossos consumos não podem ultrapassar as capacidades de regeneração da biosfera”. Portanto, esse desenvolvimento, considerado alheio de limites físicos, que permite a manutenção e/ou ampliação do modelo capitalista e de suas taxas de lucro como um elemento de seu processo de expansão, utiliza-se do aspecto da imposição de um padrão cultural de consumo, que “está pautado numa concepção linear e cumulativa do tempo na crença da possibilidade de dominar a natureza e na convicção de que se trata de uma missão sagrada para a humanidade”. Logo, fica claro a exigência de mudanças culturais, estruturais, políticas, econômicas e, sobretudo, sociais; portanto, para rever de maneira profunda o atual modelo de progresso de uma sociedade do crescimento perpétuo.

Palavras-Chave: Modelos de Desenvolvimento; Limites Físicos; Biosfera; Padrão Cultural; Crescimento Perpétuo.



[1] Estudante do Curso de Ciências Econômicas da Fundação Universidade Regional do Cariri - URCA do Departamento de Economia do Centro de Estudos Sociais Aplicados – CESA; E-mail: jaqueline_goncalves@yahoo.com.br